'O Eternauta' marca a estreia da IA generativa na Netflix
Durante a apresentação de resultados financeiros, Ted Sarandos, CEO da Netflix, revelou que a série 'O Eternauta' usou IA generativa na produção de uma sequência, destacando os benefícios da tecnologia.

No mais recente relatório financeiro da Netflix, Ted Sarandos, um dos CEO da plataforma, anunciou uma inovação fascinante: a série original ‘O Eternauta’ foi a primeira a empregar Inteligência Artificial generativa no seu processo de produção.
Durante a adaptação da célebre banda desenhada argentina, criada por Héctor Germán Oesterheld, a equipa de produção utilizou esta tecnologia num momento crucial que retrata o colapso de edifícios na cidade de Buenos Aires.
Sarandos expressou a sua satisfação com o resultado, referindo que, sem a utilização da IA, a produção não teria sido economicamente viável, dado o seu grande escopo. Ele destacou que “a sequência de efeitos especiais foi finalizada dez vezes mais rapidamente do que por métodos tradicionais”, conforme relatado pelo Business Insider.
Neste mesmo evento, a Netflix partilhou resultados financeiros positivos para o segundo trimestre, com um aumento de receita de 16% em relação ao ano anterior. Além disso, no primeiro semestre, os subscritores da plataforma assistiram a impressionantes 95 mil milhões de horas de conteúdo.
“Tanto os criadores como nós e, mais importante, o público, ficaram agradados com o resultado. Acredito que estas ferramentas estão a expandir as possibilidades de narração visual, o que é extremamente emocionante”, concluiu Sarandos.
'O Eternauta' foi lançado na Netflix a 30 de abril, contando com seis episódios, e o sucesso da série levou à sua renovação para uma segunda temporada.
Embora o uso de Inteligência Artificial generativa possa gerar preocupações entre os profissionais de efeitos especiais, a mais-valia que esta técnica trouxe à produção é um fator considerável que poderia justificar a escolha da Netflix em continuar com 'O Eternauta' para a próxima temporada.